Minha cabeça continua girando, respiro fundo, uma, duas, três vezes mais ainda me falta o ar, fico pensando em todas as formas de colocar pra fora o que tá dentro de mim, em todas as maneiras de me apresentar, não quero impor a minha presença, mas também não quero que se esqueça de mim, que culpa eu tenho de querer atenção, é tão normal, tão humano.
Eu assumo a confusão misturada com um monte de outros sentimentos indecifráveis, angústia, felicidade, tristeza, carinho, medo, SAUDADE, tudo bem em continuo respirando, continuo caminhando em linha reta sem perder o foco, vou andando na tentativa de amenizar a dor, procurando motivos pra um desvio no caminho.
É insanidade tentar sufocar o coração, não tem sentido matar a alma e perder a essência, perder o pouco que lhe resta de verdade dentro dessa carne, dessa capa, eu to aqui me abrindo dizendo o que eu sinto, expondo as minhas fraquezas como um passarinho que deixa o ninho em busca do alimento, deixando tudo a mercê de um gavião, deixando tudo nas mão do desconhecido.
Ele vem meio tonto, meio torto, mas chega, sem vergonha, sem orgulho, sem caprichos, vem humano, sem receio. Vem assim como que não quer, mas vem com peito aberto trazendo a verdade que eu tanto desejo mas tenho medo de conhecer.

é isso ai...Muito bom e mais um pouco...
ResponderExcluir