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domingo, 11 de dezembro de 2011

É o mesmo, ontem hoje sempre

Às vezes o clichê embrulha o estomago, vez em quando a vida te deixa enjoado, mais no fundo a vontade mesmo é de enjoar o tempo todo, de ter aquele frio na barriga, de ficar ansioso, de viver o proibido, no fundo todos gostamos do universo louco que é o amor, e talvez por isso hoje seja tão simples se apaixonar se deixar levar pelo desconhecido, talvez por isso o inabitável seja mais desejável, quem sabe assim o mundo deixe de questionar tanto sobre o que os apaixonados fazem no auge dessa paixão, o que você precisa saber é que nem todas as palavras bonitas são sinceras, nem todo sentimento falado é verdadeiro, nem todo sorriso é de alegria e    nem toda lágrima é de tristeza.

A verdade absoluta e clara é que nós amamos os clichês, seja você o mais romântico ou seja você o mais machista e retrógrado de todos, o bom da vida é ser ridículo de vez em quando, dizer "eu te amo" sem saber se é correspondido, gritar aos quatro ventos que deseja aquela pessoa, comprar flores e chocolate, dormir de conchinha, levar o café na cama.

Não tô pedindo pra você admitir, só estou jogando na sua cara a verdade pura e simples, os velhos hábitos nunca morrem, nunca são esquecidos e por mais que relutemos em reviver o taxativo, é assim mesmo somos um pouco mentirosos e covardes, mais adoramos ser amados, ser desejados, é natural é dos ser humano ter o ego elevado mesmo que timidamente, no seu cantinho. Todo mundo adora, não... todo mundo ama um bom e velho clichê.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desabafo!

Considerei todas as hipóteses enquanto dava partida no carro, relembrei segundo a segundo, quando eu desci a escada pela última vez, do momento em que as mãos se perderam, das palavras, e de cada gesto, da angústia, do ciúme, e lembrei de mim entrando no desconhecido, com medo, com saudade, tentei respirar e só tinha pó no ar, vontade de espirrar, foi tanto tempo pra chegar aqui e tão pouco tempo pra acelerar pra sair correndo de baixo daquela árvore pequena de flores roxas, que raiva da beleza daquela árvore, me senti pequena, menor que o banco do carro, não tava enxergando direito, droga de transporte coletivo, motorista abusado que esquece o que significa "seta". Mais raiva ainda de mim por ter que odiar de novo, aquilo que estava sendo novo, mais raiva ainda porque o telefone tocou, porque era você, e eu merecia que fosse o monstro do lago ness vindo me buscar, eu preferia que fosse o desconhecido e que não tivesse identificador de chamadas, que raiva por você ligar. "Alô? Alô?, foram cinco vezes até eu me acostumar com aquela voz, com aquele tom de arrepiar a nuca, até eu me perdoar, e agradecer por você ligar, por ter você, por me amar e por descobrir que vale apena recomeçar. Droga, eu to aqui de novo pensando no recomeço, mais depois de lembrar, lembrar, viver, reviver, amar, gostar, odiar, e amar de novo, é tão bom olhar pro lado e ter ver de novo tentando alcançar minha mão e alcançando meu coração, meu corpo, minha mente, meu cérebro, me alcançando sem resistência, sem mágoa, só entrega, só gratidão, só corpo e alma no mesmo espaço.

sábado, 30 de abril de 2011

Pra nós

Pra cada pergunta há uma resposta, pra cada afirmação uma interrogação, pra cada gesto um gesto, pra cada beijo outro beijo, pra cada amor um amor. Nada que não se explique, por mais difícil que possa parecer é possível encontrar nossas respostas, nossos rótulos, nada é passageiro, carrego comigo minhas recordações em meu livro de memórias, até o fim haverá esperanças, talvez você não entenda, talvez não queira entender, estou aqui agora e o tempo tic taca, tic taca, sem demora, amanhã não estarei mais, você não estará e tudo não terá sido em vão, mais do que arrependimentos restarão as fotos, o brilho nos olhos, restarão as musicas e as cantadas idiotas, os gestos, os beijos, os cheiros.
Em cada esquina terá você, descalço, andando sem rumo com o cabelo grande e a barba por fazer, em cada esquina sua bermuda velha e sua camisa de marca, terá seu olhar, seus pré conceitos, suas manias e no fim da rua as histórias melancólicas.
Mas vamos segundo a segundo viver agora, viver a lagrima que acaba de escorrer, viver o sorriso que ainda vou sorrir, viver minhas palavras e meus textos, viver minha história, viver a nossa história, sem o medo do vago, do em vão, você vai entender que de vez em quando clichês se fazem necessários e eu amo clichês.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mães e Filhos, Filhas.

Se é mesmo verdade que existe mãe feliz e filho feliz, eu acho que nunca vou ter filho, pura mentira de letra de música, qual é?! Agente discute tanto, agente não concorda com um monte de coisa, grita, na maioria das vezes em que estamos felizes elas não estão, quando ficamos felizes elas também ficam, mas lógico tem muiiitas exceções, sinceramente, isso não é uma típica reclamação de mães, e também não é uma crítica ao Cazuza, é um desabafo.

sábado, 2 de abril de 2011

Táxi

Semana passada eu estava indo pra casa e peguei um taxi, um desses motoristas que adora contar a história da vida e fazer um monte de pergunta, tudo bem eu entendo é difícil trabalhar o dia inteiro, ver várias pessoas e não falar nada (eu ficaria louca), então, nesse dia, o taxista disparou uma história sobre a filha dele, que tinha minha idade, mais ou menos, falou sobre como é difícil criar uma mulher sozinho, isso porque a mulher dele abandonou a família, quando a menina ainda era um bebê, disse que foi difícil quando ela arrumou o primeiro namorado.
- Foi a primeira vez que eu falei mal do sexo masculinho, ela chegou em casa chorando, dizendo que nunca mais queria saber de homem, ela me contou que eles estavam, bem, mas discutiram e ele ficou com outra garota na frente dela. Ele disse com empolgação na voz. De lá pra cá, ela arruma cada um, namora, fica feliz, ri muiiito e depois chora muiiito, mulher é um bicho esquisito.
Ouvi calada as suposições daquele homem simples, que me desculpe, não entende nada de mulher, mulher não é bicho, embora eu mesma já tenha utilizado essa expressão, mas mulher não é bicho, mulher é gente, é difícil lidar com gente, homem, mulher, tudo bem eu confesso, as mulheres complicam mais, são mais impulsivas, mas eu fiquei atônita com tanta crítica a mulher, ele jurava que tava falando mal dos homens, mas no fundo ele acabou comigo.
Disse que mulher devia voltar no tempo, pensar mais antes de namorar, não devia corta cabelo, porque mulher de cabelo curto atrai os homens errados, disse que mulher devia andar com “roupa comportada”, aiaiaiai, eu não sei o que ele quis dizer com a crítica ao cabelo, nem da roupa, mais uma verdade é clara, os homens não entendem as mulheres, nem vão entender tão cedo.
Mulher não é bicho, pelo menos não se pode classificar assim, não pelos homens, agente tem uma maneira diferente de expressar o que sentimos, somos mais intensas, nos entregamos mais do que os homens nas relações, abandonamos um monte de coisa por eles, os homens, pessoas que nem sabem definir a mulher, não sabem como amar, não sabem como dizer o amor, não sabem como encarar uma mulher, fato, precisamos deles e eles precisam de nós, o ser humano não foi criado pra viver sozinho, os homens são necessários, mais é bom que eles continuem assim, nos julgando ingênuas, frágeis.
“Pobre” motorista de taxi, um homem trabalhador, deve ter conversado com muitas mulheres pela vida a fora, mas tão ingênuo, tão frágil com seus machismos e achismos antigos, achismos populares, existem muitos homens como o personagem desse fato, mas fazer o que, as mulheres, continuam sendo, mulheres nada frágeis, mais maduras, mais preparadas, mais fortes, mais capazes, mais humanas, mais explosivas, mais mulheres, muito mais MULHERES.

sábado, 5 de março de 2011

Passional

Foi com se um monte de luzes piscassem, como se o chão desaparecesse dos meus pés, uma sensação de prazer e medo, naquele momento eu senti  como se outra assumisse o meu lugar, uma mulher sem receios, uma mulher sem medo de ser feliz.
Completamente imóvel, calculei as palavras na minha mente, vi um diálogo se formando depois de tanto tempo, depois de tantos monólogos frustrados. Sem perceber o universo em volta comecei a falar, comecei a dizer o que eu sentia, o que estava dentro de mim, tantas coisas, tantos sentimentos e nenhuma definição pra eles, mas todos sinceros, verdadeiros. Depois e ouvi, precisava ouvir, mas com o lado racional em ação pensei em possibilidades, pensei em arrependimentos, pensei em mágoa, mas ouvi tudo atentamente, ainda que não me lembre de algumas coisas, ainda que algo tenha passado despercebido, acima de tudo eu ouvi, claro e em bom tom.
Minha visão periférica oscilava, paredes, copos, mãos e braços, visão estúpida o foco estava na minha frente com os olhos nos meus depois de tanto tempo, fiquei parada e voltei a prestar atenção.
Então percebi que não importava os obstáculos, não importavam os medos, defeitos e qualidades, me importava o que estava no ar naquele dia, o que estava nos envolvendo e aos poucos nos aproximando, pronto, tudo girando. Respirei fundo, esvaziei a mente, tranqüilidade chegando, pronto o equilíbrio estava de volta. O importante é o que você quer, o que você escolhe fazer valer a pena.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Descobrindo a verdade

Daí eu comecei a pensar porque o mundo sempre continua depois de uma decepção, certamente não é pra haver novas decepções, mas agente acaba sendo ironizado pelo destino. Confesso eu sou do tipo que sonha com o mundo mais feliz, do tipo que acredita na palavra e não em um contrato, do tipo que idealiza mais amor e mais paz na Terra. Confesso que imaginei um conto de fadas, e acima de tudo acho que já tive um na gaveta do meu armário, escondido em algum diário da quarta série no ensino fundamental. Mas eu não vejo nada de errado em sonhar, em construir um mundo particular dentro do notebook ou do caderno da faculdade.
Isso foi até eu conhecer o que é decepção, essa palavra da nossa língua que também pode ser substituída por engano, desilusão, foi  realmente um engano pensar que as princesas e os príncipes poderiam ser reais, engano pensar que castelos com grandes chafarizes fossem de verdade, na realidade, agora, nada do que me digam vai mudar o fato de que eu acordei dos meus sonhos.
Foi como se o mundo estivesse caindo sem parar, como se a velocidade aumentasse a cada instante e mesmo correndo não conseguia alcançar o equilíbrio. Engraçado como um simples acontecimento trágico vem sempre acompanhado de outros, esses acontecimentos tem um nome simples, ‘problemas’, são problemas de relacionamentos em geral, românticos e familiares.
Durante um tempo eu fiquei sentada, refletindo, a minha conclusão: tudo que falamos é mentira, é superficial, quer entender os homens, quer entender as mulheres? Não fale, não minta, apenas sinta aquilo que está a sua volta, escute os batimentos. É uma questão de energia, é sintonia, não acredite nas palavras puramente e friamente ditas, sinta somente sinta.
Foi ficando em silencio e sentindo as pessoas que eu me toquei pra realidade, percebi que as pessoas sabem fingir e mentir muitíssimo bem, mas encontrei sossego quando percebi que nem todos são iguais.